domingo, 15 de maio de 2011

O ideal e a contradição

Fico a observar os tipos de homens que apareceram na minha vida: músico, artista, advogado, produtor... 
E também fico pensando sobre o homem que eu considero ideal para ter um relacionamento fixo, e quem sabe um futuro "morar junto" : Quero um cara que goste das coisas que eu gosto, que cuide do corpo e da alimentação, que seja inteligente, que trabalhe e ganhe uma grana legal, que goste de viajar... etc ...
E aí aparecem umas figuras que mexem comigo, que são totalmente o contrário do que eu sempre sonhei:
"Oh mina, eu adoro hip hop, adoro sair pra tomar umas brejas, gosto de passar o fim de semana inteiro deitado no sofá assistindo jogo... Pega ali um rango pra gente...Vem cá me dar uma beijoca, vem meu amor!"

Aí quando o ideal se cruza com a contradição, acontece o quê além de um puta engarrafamento no meu coração?

Será que o cara que eu sempre idealizei é só "o cara que eu idealizei"?

Ele gosta tanto das coisas que eu gosto, que não tem muito o que me acrescentar. É tão certinho que não tem nada para eu duvidar. Faz tudo o que eu quero, e eu nunca questiono para onde vamos no sábado a noite - ele sempre vai aonde eu quero ir.

Acho que o que me move é a novidade. A troca da novidade. É saber que ele vai me ensinar coisas que eu não sei, que vai me levar a lugares que nunca fui, que vai me desafiar a experimentar algo que sempre tive medo de tentar. Claro que também quero que goste do que eu gosto, mas aí os papéis se invertem: eu viro a professora, com o maior prazer!

Não quero moldar homem nenhum ao meu life style.
Não quero mudar ninguém. 
Só quero me movimentar pelas surpresas.

Reflexão barata:
Será que o cara que eu sempre idealizei é só "o cara que eu idealizei"?

4 comentários:

  1. com certeza é só o cara idealizado, pq ma prática é bemmmmmmmm diferente!

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  2. Amada, que grata surpresa este teu blog!
    Gostei da fluidez da sua escrita: simples, despretensiosa, inteligente e com qualidade.

    Quanto ao assunto homem ideal, me lembro de uma velha história:
    Existia no Tibet um homem que deixou tudo e partiu ao mundo em busca da mulher ideal. Andou durante muitos anos por diversos países, conheceu mulheres em todas as cidades em que passou sem nunca encontrar. Por muito tempo essa sua busca o levou de um lado a outro. Até que um belo dia, finalmente, encontrou a mulher perfeita. Ela tinha tudo o que ele esperava em uma mulher: era inteligente, graciosa, falava com suavidade, bonita, leve, elegante, versada em vários idiomas e muito afável com todos que tinham o prazer de lhe encontrar.
    O nosso amigo pensou finalmente ter terminado a sua busca. Mas, descobriu em seguida que a sua busca tinha sido infrutífera. Porque? Porque também ela estava à procura do homem perfeito! E ele nem de longe era o ideal de perfeição dela.

    =======================
    A busca pela perfeição é uma utopia, amada.
    Uma relação a dois é antes de tudo um constante aprendizado, um conhecer-se diário.
    Amar é perdoar, é muitas vezes tolerar alguns defeitos do outro (embora existam defeitos intoleráveis), é se colocar no lugar do ser amado, é ser feliz com a sua felicidade, e acima de qualquer coisa, o amor é liberdade!
    É jamais querer moldar o outro à sua imagem e semelhança, mas respeitar o seu direito de ir, vir e ser.
    Não se esquecendo que nem todas as formas de ser nos são agradáveis e que não devemos contráriar os nossos princípios éticos, as nossas convicções, por ninguém. Assim como não devemos nos obrigar a estar com quem não queiramos estar.

    Beijos amorosos!!!
    Que Deus te ilumine!!!

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  3. Que coisa linda essa sua escrita...
    Na verdade você falou algo que eu penso muito. A gente se conhece mais quando se relaciona com o outro. A gente aprender a entender que o outro é diferente, a entrar em acordo, a respirar, a ser mais paciente... ufa... Tanta coisa. E isso reflete quando olhamos as nós mesmos.
    Buscar o ideal é ficar em eterna busca. E acho mais gostoso perceber que o momento já é o encontro da busca. Acho que tô buscando, mas na verdade tô encontrando...

    Um beijo querido!
    Vanessa

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